ANTES DE ABRIRES EMPRESA
Com um carro só, a estrutura come o lucro
Aparece sempre alguém a dizer que o próximo passo é abrires empresa para ficares com 100%. A matemática é sedutora e está errada — e o erro está sempre no mesmo sítio: os 100% são sobre a faturação. Os custos da estrutura são fixos.
Fixos quer dizer que não descem quando a semana corre mal. Não descem quando estás de férias. Não descem quando o carro está na oficina. Não descem enquanto esperas 3 meses pela licença de Gestor.
34,75% — É a Segurança Social de quem gere a própria sociedade. Deixas de ser independente e passas ao regime dos gerentes, com base mínima obrigatória: cerca de 187 € por mês, mesmo num mês em que não levantes um cêntimo. No SLOT 90 continuas trabalhador independente — isento no primeiro ano, taxa efetiva na casa dos 15% depois.
44000€ — É o novo teto das coimas para empresas na lei do TVDE acabada de promulgar, quase o triplo dos 15.000 € do regime anterior, com infrações novas de licenciamento, dados e fiscalização. As coimas caem em quem assina a licença. No SLOT 90, a licença é nossa. As coimas também.
0€ — É o que te custa uma semana parada connosco. Férias, gripe, carro na oficina: na empresa própria, entre Segurança Social e avença do contabilista, um mês parado leva-te 300 € sem andares um quilómetro. No SLOT 90, semana sem faturar é semana sem custos.
E sais quando quiseres.
Sem fidelização, sem penalização, sem pré-aviso escondido na cláusula 14. O carro é teu, está em teu nome e vai contigo. Do outro lado, fechar uma sociedade é dissolução, liquidação e meses de espera. Entrar é sempre fácil — repara antes em como se sai. É aí que se vê quem confia no próprio modelo.
Não te vamos vender zero burocracia, porque não é verdade. Precisas do certificado de motorista TVDE, de atividade aberta nas Finanças e de nos emitir recibo. É uma ida ao Portal das Finanças — não é constituir, alimentar e um dia dissolver uma empresa.
A PARTE QUE NINGUÉM VERIFICA
«Aluguer de slot» e prestação de serviços não são a mesma coisa
Durante anos, o mercado tratou o slot como se fosse um bem: paga X por semana e usa a minha licença. O problema é que não existe juridicamente um bem chamado slot. Não é uma licença autónoma, não é um ativo destacável. Não se aluga o que não existe como objeto.
Na DrivLink nunca houve aluguer de slot. Há contrato de prestação de serviços em regime de comissão: a empresa exerce a atividade, tu executas o serviço ao abrigo dela, e a remuneração é proporcional ao que geras. Sem valores fixos disfarçados, sem faturar um objeto inexistente.
E a lei acabou de dar razão a este modelo. A revisão da Lei n.º 45/2018, aprovada a 17 de julho e promulgada a 18 de agosto de 2026, proíbe em regra os contratos de comodato para afetar veículos ao TVDE — e abre uma exceção: o veículo ser propriedade de um motorista habilitado e conduzido, nesta atividade, exclusivamente por ele, com associação nominal entre veículo, motorista e operador no registo do IMT.
Vão aparecer sempre ofertas com renda fixa mais barata — trinta e poucos euros por semana, chame-se «aluguer», «comissão fixa» ou «taxa de gestão». Faz duas perguntas antes de assinar. Primeira: se o carro ficar uma semana na oficina, quanto pagas? Um fixo cobra-se igual com o carro a andar ou parado; uma percentagem só existe se tu faturares. Segunda: esse valor chega para pagar tudo o que um operador é obrigado a suportar por ti — seguros, contribuições, estrutura? Quando o preço não cobre as obrigações de quem to cobra, o desconto não desapareceu: foi adiado. E quando um operador deixa contas por pagar, quem pára primeiro são os carros associados à licença dele. O teu. Do nosso lado, a conta paga-se toda, à vista, todas as semanas. É por isso que o recibo que te damos aguenta um banco, uma inspeção e um pedido de crédito habitação.
Antes que perguntes
exceção exige que sejas o único condutor do teu carro nesta atividade. Se contavas pôr alguém a fazer-te turnos na viatura, isso deixa de ser possível com a nova lei. Preferimos dizer-to já. É melhor saberes agora do que descobrires no IMT.
MODELO SLOT90 - DRIVLINK
A DÚVIDA QUE TRAVA TODA A GENTE
O IVA não sai do teu bolso. Nunca saiu.
Quando um passageiro paga uma viagem, parte do valor é IVA — 6%, a taxa do transporte de passageiros. Esse dinheiro é do Estado. Não é teu, e também não é nosso.
A DrivLink é a titular da atividade perante o Estado e as plataformas, por isso é a DrivLink que o entrega. Sai da conta antes de haver o que repartir, exatamente como sai a comissão da Uber. Só depois disso é que existe uma base de cálculo. E é sobre essa base que ficas com 90%.
Porque é que isto importa — Se o IVA não fosse separado, os 90% incidiriam sobre dinheiro que nunca foi de ninguém, e alguém teria de o ir buscar mais tarde. Normalmente, tarde e mal.
Repara no efeito prático: a base é a mesma quer estejas isento de IVA quer não estejas. Não é o IVA que te é descontado. É o IVA que nunca chegou a entrar na repartição.
E se eu estiver isento? — Se faturas menos de 15.000 € por ano, estás no regime de isenção do artigo 53.º: emites faturas sem IVA, com a menção «IVA – regime de isenção». Nada muda na conta acima. Se não estás isento, acrescentas os 6% à fatura que nos emites, nós transferimos esse valor, e és tu que o entregas ao Estado. Continua a não ser teu — está só de passagem pela tua conta.
A conta que ninguém te faz.
A tempo inteiro, na casa dos 400 € por semana faz cerca de 20.800 € num ano. O limite da isenção é 15.000 €, com tolerância até 18.750 €. Passar os 18.750 € obriga a mudar de regime já no mês seguinte. Vale a pena saberes isto em janeiro, não em outubro.
Não somos contabilistas e não vamos fingir que somos. Isto é o mapa para saberes do que estás a falar quando falares com o teu. O que garantimos é a nossa parte: recibo semanal com tudo separado, para ninguém ter de adivinhar de onde vieram os números.